quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ESTA VIDA NÃO VIVI!

ROMASI

(Rogério Martins Simões)

Será que na vida não vive

Quem na vida já viveu?

Ou será que terá vida

Quem nesta vida sofreu?

Eu que morri e que vivo

Dentro do mundo que passou:

Nos versos que não morrerão,

Após rasgar a vida,

Irão lembrar quem chorou

E esta vida não viveu.

1971

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Soneto Das Águas


O que há com o planeta Azul?
Onde havia água em abundância?
Espalhada do leste ao oeste, do norte ao sul
Agora a seca é uma constância

Como o homem pôde fazer isso?
Poluiu rios, secou nascentes
Na preservação deu sumiço
E também, a muitas que ainda estavam latentes

Se isso assim continuar
Nada de água irá restar
E se isso acontecer, o que iremos fazer?

E nesse mundo especial e grandioso
Sem o tal líquido precioso,
Vida não poderá haver

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A crônica "O amor acaba" tratou de um assunto do cotidiano, o amor (o amor que se desfaz) e também utilizou os elementos básicos da narrativa como lugares as pessoas e outros.
O autor usou o ponto de vista na terceira pessoa até o final.
O título combinou muito com o texto mas no houva um belo desfecho.
Paulo Mendes Campos ( o autor) não apresentou uma visão sua sobre o assunto e também não há uma observaçaõ que sirva para o leitor.

segunda-feira, 5 de julho de 2010


O Amor Acaba
Paulo Mendes Campos

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Canção do Exílio
Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Você não significa nada
Não sinto mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci
E jamais usarei a frase
Eu tem amo
Sinto mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais"


Você pode mudar sua história...
Agora leia mais uma vez só que de traz pra frente (frase por frase) !!!!!
Eu moro num país verde e amarelo
E encho a boca
Ao nome pronuncia
É Brasil
E nessa copa
Com alegria vou torcer
E quando a bola
Fizer a rede balançar
O Brasil em sintonia vai gritar
É gol